Pular para o conteúdo

Base da Receita Federal de 22/09/2026: 7.598 empresas com CNPJ ativo em 1.768 cidades

Tem uma dedetizadora? Cadastre sua dedetizadora grátis
Dedetizadorasdo Brasil

Percevejo de cama: como identificar e como acabar com ele

Se as picadas aparecem em fileira ou em grupo nas partes do corpo que ficam expostas durante o sono, e existe pontinho escuro no costurado do colchão, o quadro é de percevejo de cama. Ele não tem relação nenhuma com casa suja, e tentar resolver sozinho costuma espalhar o problema para os cômodos vizinhos.

Cimex lectulariusOutros nomes: percevejo, chinche, chinchorro, bicho do colchão, pulga de camaRevisado em 22/09/2026Equipe Dedetizadoras do Brasil

Como identificar

O primeiro corte é o tamanho; os outros campos confirmam. Comparar dois campos já separa esta praga das que mais se confundem com ela.

Tamanho
De 4 a 7 mm quando adulto, mais ou menos o tamanho de um caroço de maçã ou de uma semente de melancia pequena.
Formato
Oval e achatado de cima para baixo, como se tivesse sido prensado. Depois de se alimentar fica inchado, alongado e vermelho-escuro, e muda tanto de aparência que parece outro bicho.
Cor
Castanho-avermelhada em jejum, mais escura e arroxeada depois de se alimentar.
Marca que não falha
Não tem asa funcional, não voa e não salta. Ele anda, e anda devagar, com um passo curto e sem pressa. Qualquer bicho que salte do lençol não é percevejo.
Filhote
A ninfa é bem menor, quase translúcida e amarelada, e fica visível de vermelho quando acabou de se alimentar.
Horário
Atividade sobretudo na madrugada, nas horas em que a pessoa está em sono profundo e imóvel.
Onde aparece
A menos de dois metros de onde alguém dorme: colchão, estrado, cabeceira, criado-mudo, poltrona e sofá.

Confunde-se com:

Os sinais que aparecem antes do bicho

Na maioria das casas o vestígio chega antes do bicho. Achar um destes já vale mais que ver um exemplar solto.

  • Ponto escuro no costuradoO vestígio mais característico e o primeiro a procurar. São pontinhos pretos ou marrom-escuros, do tamanho da ponta de uma caneta, agrupados ou em pequenas manchas, exatamente na costura do colchão, na dobra do debrum, na etiqueta, no canto do protetor, na junta do estrado e no parafuso da cabeceira. São as fezes dele, e a diferença para sujeira comum é que elas borram: passando um pano branco úmido em cima, o ponto se espalha num borrão marrom-avermelhado em vez de sair inteiro, porque o que sobra ali é sangue digerido. Se você for olhar um lugar só, olhe a costura da cabeceira do colchão.
  • Mancha de sangue no lençolManchinhas vermelho-ferrugem, pequenas e irregulares, no lençol, na fronha e no pijama, quase sempre notadas pela manhã. Vêm de um percevejo esmagado durante o sono ou de um ponto de picada que continuou sangrando um pouco. Uma mancha isolada não diz nada; o padrão de aparecer de novo depois de cada troca de roupa de cama diz muito.
  • Casca de mudaCascas secas, ocas e translúcidas, com o formato exato do bicho, cor de palha, acumuladas nas frestas e nas costuras. Cada ninfa troca de pele várias vezes até ficar adulta, e essas cascas ficam onde o grupo se abriga. Encontrar um monte delas significa que já há gerações se sucedendo no local, e não um bicho que chegou ontem na mala.
  • OvosGrãozinhos brancos, alongados, do tamanho de um grão de sal, colados em grupo dentro das frestas e das costuras. Eles são grudados, então não caem no chão quando você sacode: ficam onde foram postos. Vê-los sem lanterna é difícil, e por isso eles costumam ser o que sobra depois de uma tentativa malfeita de resolver.
  • OdorEm infestação grande, um cheiro adocicado e enjoativo, meio de amêndoa rançosa ou de coentro velho, mais perceptível ao levantar o colchão e ao abrir o criado-mudo. Cheiro não é bom sinal precoce: quando ele aparece, a população já é grande.
  • Picada no moradorPontos vermelhos com miolo mais escuro, em fileira de dois a quatro ou em pequenos grupos, nas partes que ficam de fora do cobertor: braço, ombro, pescoço, rosto, mão, costas e perna. A coceira costuma aparecer horas ou até um ou dois dias depois, o que confunde, e algumas pessoas simplesmente não reagem e não têm marca nenhuma. Duas pessoas na mesma cama podem apresentar quadros completamente diferentes.

O que atrai

  • Gente dormindo. Ele localiza o calor do corpo e o gás carbônico da respiração, e não comida nem lixo.
  • Mala e mochila que voltaram de hotel, pousada, hospital, ônibus de viagem ou casa de parente.
  • Móvel usado, principalmente colchão, sofá, poltrona, cabeceira e cama de madeira comprados de segunda mão ou recolhidos na rua.
  • Fresta perto da cama: junta de estrado, parafuso de cabeceira, rodapé solto, papel de parede descolado e caixa de tomada.
  • Prédio com unidades coladas, onde ele atravessa por tubulação, shaft e fresta de parede compartilhada.
  • Quarto muito cheio de coisa embaixo e ao redor da cama, que multiplica o esconderijo.

Onde se esconde

  • Na costura, no debrum, na etiqueta e nos cantos do colchão, que é o esconderijo número um.
  • Na junta do estrado, no parafuso da cama e no furo de encaixe da cabeceira de madeira.
  • Atrás da cabeceira, no vão entre ela e a parede, e dentro do estofamento dela.
  • Na gaveta e na parte de trás do criado-mudo, e na moldura do quadro acima da cama.
  • Atrás do rodapé solto, na borda do papel de parede descolado e na caixa de tomada e de interruptor perto da cama.
  • Na costura do sofá e da poltrona em que alguém cochila, e na dobra da cortina que encosta na cama.

Risco à saúde

O percevejo de cama não é considerado transmissor de doença de pessoa para pessoa, e essa é a boa notícia da página. O dano dele é outro e não é pequeno. O primeiro é a pele: a coceira é intensa e noturna, e a lesão aberta por coçar pode infectar, com dor, calor, vermelhidão que aumenta e secreção. Algumas pessoas reagem de forma exagerada à saliva dele, com bolhas e inchaço bem maiores que o ponto da picada. O segundo dano é o sono: a pessoa passa a temer a cama, dorme mal por semanas, e o cansaço acumulado afeta tudo o mais. O terceiro é social, e é o mais subestimado: pela crença de que percevejo é sinal de casa suja, muita gente esconde o problema, deixa de avisar o síndico, deixa de avisar o vizinho e deixa de chamar empresa, e o atraso é justamente o que transforma um quarto infestado num prédio infestado. Coceira, lesão que não fecha e insônia são assunto de serviço de saúde. O quarto é assunto de empresa licenciada.

Picada ou mordida: os sinais e o que fazer

Os sinais

  • Pontos vermelhos pequenos, com um miolo mais escuro, dispostos em fileira de dois a quatro ou em grupos próximos, e não espalhados ao acaso.
  • Localização nas partes que ficam expostas durante o sono: braço, ombro, pescoço, rosto, mão, costas e perna, e não do joelho para baixo como a da pulga.
  • Coceira que só aparece horas ou até um ou dois dias depois, o que faz a pessoa associar a picada ao lugar errado e à noite errada.
  • Aparecimento em lotes, ao acordar, repetindo-se em manhãs diferentes e sempre em quem dorme naquela cama.
  • Em parte das pessoas, nenhuma marca: não reagir à saliva dele é comum, e por isso um morador pode estar cheio de picadas e o outro achar que não há nada.
  • Sinais de que a pele infeccionou depois de coçar: dor, calor, vermelhidão que se espalha, ferida com secreção amarelada ou íngua dolorida perto dali.

O que fazer

  • Lave o local com água e sabão.
  • Não esprema, não fure e não raspe. Mantenha a unha curta, inclusive a das crianças, porque a maior parte das complicações vem de coçar, e não da picada.
  • Tire a roupa de cama com cuidado, sem sacudir dentro do quarto, e leve para lavar dentro de um saco fechado. Sacudir espalha ovo e ninfa pelo cômodo.
  • Lave a roupa de cama e o pijama em água quente e seque em secadora quente. Isso é lavanderia e resolve a roupa, não o quarto.
  • Anote em que cama a pessoa dormiu e em que noites as marcas apareceram. Esse registro simples é o que orienta a inspeção depois.
  • Não passe álcool, querosene, água fervente, vapor caseiro, pasta nem nenhuma outra receita sobre a pele, o colchão ou o móvel, e não tome remédio por conta própria.
  • Não mude de quarto achando que está fugindo do problema. Dormir em outro cômodo é a forma mais rápida de levar o percevejo junto e abrir um segundo foco.
  • Chame uma empresa licenciada em vez de improvisar, pelo motivo explicado nesta página.

Quando procurar atendimento. Procure um serviço de saúde se a picada infeccionar (dor, calor, vermelhidão que aumenta, secreção ou íngua), se aparecerem bolhas ou inchaço bem maiores que o ponto da picada, se a coceira tirar o sono por vários dias seguidos, se houver febre ou mal-estar junto com as lesões, ou se a pessoa picada for bebê, idoso, gestante ou alguém com imunidade comprometida. Se a reação for imediata e intensa, com inchaço no rosto, falta de ar ou tontura, trate como emergência e procure atendimento na hora ou chame o SAMU no 192. Vale também buscar ajuda quando o desgaste for de sono e de cabeça, porque semanas sem dormir direito cobram preço e isso é queixa válida numa consulta. Quem avalia e decide a conduta é o profissional de saúde: este site não indica medicamento, pomada, dose nem tratamento.

Como prevenir

  • Ao chegar de viagem, abra a mala na área de serviço ou no banheiro, nunca em cima da cama.A mala é a via de entrada mais comum, e a cama é exatamente o destino que ele procura. Abrir a mala longe do quarto quebra esse trajeto no ponto em que ele é mais fácil de quebrar.
  • Lave a roupa de viagem em água quente e seque em secadora quente assim que chegar, mesmo a que não foi usada.Calor sustentado na secadora é o que resolve tecido, e isso é lavanderia, não produto. A roupa limpa que ficou dobrada ao lado da usada corre o mesmo risco.
  • Em hotel e pousada, levante a ponta do lençol e olhe a costura da cabeceira do colchão antes de desfazer a mala.Trinta segundos de conferência olhando ponto escuro e casca de muda evitam semanas de problema em casa. Mantenha a mala fechada e fora do chão e da cama enquanto estiver lá.
  • Inspecione móvel usado antes de entrar com ele em casa, principalmente colchão, sofá, poltrona e cabeceira.Móvel de segunda mão e móvel recolhido na rua são a segunda via de entrada. Abra a costura, olhe o parafuso e o encaixe, e desista se houver ponto escuro agrupado ou casca de muda.
  • Afaste a cama alguns centímetros da parede e tire de baixo dela o que estiver guardado.Encostar na parede dá a ele um caminho a mais para chegar e para voltar, e a bagunça embaixo multiplica esconderijo. Cama isolada e chão livre reduzem a área a inspecionar e aumentam muito o acerto do serviço.
  • Vede fresta perto da cama: rodapé solto, papel de parede descolado, junta de estrado, furo de parafuso e borda de caixa de tomada.Esconderijo é o recurso que mais limita a população dele. Cada fresta fechada é um abrigo a menos que sobrevive ao tratamento.
  • Use capa de colchão e de travesseiro com zíper, do tipo que fecha por completo.É barreira física, não produto. A capa prende dentro o que já estava no colchão e impede que novos se instalem nas costuras, que é o esconderijo preferido. Só funciona se o zíper fechar inteiro e a capa não rasgar.
  • Se for descartar colchão ou móvel infestado, embale antes e avise que está infestado.Colchão jogado na calçada sem aviso é como o problema muda de casa. Avisar e embalar é o que impede o vizinho de levar para dentro o que você acabou de tirar.

Por que volta

Porque o que decide o resultado é a fresta, e a fresta quase nunca é toda alcançada na primeira vez. Ele não vive no colchão apenas: vive no parafuso da cabeceira, na junta do estrado, atrás do rodapé solto, na borda do papel de parede, na gaveta do criado-mudo e na moldura do quadro. Basta um grupo de ovos numa fenda esquecida para a história recomeçar, e os ovos são grudados, não caem quando se sacode nada. Some a isso a capacidade de passar bastante tempo sem se alimentar, esperando alguém voltar a dormir ali: um quarto que ficou fechado pode parecer resolvido e não estar. O terceiro motivo é o mais frustrante e o mais comum: a tentativa caseira. Ao borrifar coisa aleatória, mexer na cama sem cuidado ou mudar de quarto para escapar da coceira, a pessoa dispersa o grupo, que se reinstala no cômodo vizinho, no sofá da sala e no quarto da criança. O que era um foco vira três, e o serviço que resolveria uma cama passa a ter de resolver a casa. Em prédio, entra ainda a reinfestação pela unidade vizinha por tubulação e fresta compartilhada. Por isso o controle dessa espécie costuma ser feito em mais de uma etapa, com inspeção e retorno programado, e a empresa avalia caso a caso. Desconfie de quem promete resolver percevejo numa visita só e sem inspecionar móvel nenhum.

Quando chamar uma empresa

  • Confirmar qualquer vestígio: ponto escuro agrupado no costurado, casca de muda, ovo ou o próprio bicho. Aqui, achou é motivo suficiente.
  • Picadas em fileira reaparecendo em manhãs diferentes, mesmo sem ter visto nada.
  • Encontrar sinal fora do quarto: no sofá, na poltrona da sala ou no quarto vizinho, o que indica que já se dispersou.
  • Morar em prédio ou em casa geminada, caso em que tratar uma unidade sozinha costuma empurrar o problema para o lado.
  • Ter tentado resolver por conta própria e o quadro ter piorado ou se espalhado, que é o desfecho mais comum dessa tentativa.
  • Haver quarto de criança, de idoso ou de pessoa acamada envolvido.
  • Ter comprado ou recebido móvel usado e passado a ter picadas nas semanas seguintes.

Quando aparece mais

Ele vive dentro de casa o ano inteiro e depende pouco do clima, porque o ambiente do quarto é estável. O que cria pico é deslocamento de gente: férias de julho e de dezembro, feriado prolongado, mudança de endereço, volta de internação e período de festa com casa cheia. O calor acelera o ciclo e faz a população crescer mais rápido, mas o gatilho quase sempre é uma viagem ou um móvel que entrou.

Não é falta de limpeza, e acreditar que é atrasa a solução

Percevejo de cama não procura sujeira, não come migalha e não tem nada a ver com lixo. O que ele procura é o calor de um corpo e o gás carbônico da respiração de alguém dormindo. Por isso ele aparece em casa impecável, em hotel caro, em hospital, em avião, em ônibus de viagem, em cinema e em apartamento novo, do mesmo jeito que aparece em qualquer outro lugar onde gente durma. Quem pega percevejo não fez nada de errado: em geral encostou uma mala no chão de um quarto que já tinha, ou trouxe para casa um móvel usado.

Insistir nesse mito custa caro, e o custo é medido em tempo. A pessoa que acredita que percevejo é vergonha esconde o problema: não conta ao síndico, não avisa o vizinho de parede, não fala no trabalho e demora semanas para chamar empresa, tentando enquanto isso resolver sozinha para ninguém saber. Nessas semanas a população cresce e se dispersa. Um caso que começou numa cama vira um caso de três cômodos, e num prédio vira um caso de várias unidades, porque ele atravessa por tubulação e por fresta de parede compartilhada.

A parte de limpeza que de fato ajuda é outra, e é concreta: menos coisa embaixo e ao redor da cama, chão livre, cama afastada da parede e roupa de cama lavada em água quente e seca em secadora quente. Isso não é faxina moral, é redução de esconderijo e de tecido infestado, e é o que faz o serviço da empresa render.

Por que ele é tão difícil, e por que tentar sozinho costuma espalhar

Três características se somam. A primeira é a fresta: ele é achatado o bastante para se enfiar em qualquer fenda da espessura de um cartão, e o abrigo dele não é o colchão, é o parafuso da cabeceira, a junta do estrado, a borda do papel de parede, a moldura do quadro acima da cama, o rodapé solto e a caixa de tomada. A segunda é o jejum: ele aguenta bastante tempo sem se alimentar, esperando alguém voltar a dormir naquele quarto, então quarto fechado não significa quarto limpo. A terceira é o transporte: ele viaja em mala, em mochila, em caixa de mudança, em móvel usado e em roupa, e é assim que chega e é assim que se espalha.

Daí vem a parte que este site prefere dizer com todas as letras, mesmo sendo desconfortável: esta é das poucas pragas em que a tentativa caseira costuma piorar o quadro. Quando alguém borrifa qualquer coisa nas costuras, desmonta a cama sem cuidado ou passa a dormir no sofá para fugir da coceira, o grupo se dispersa em vez de acabar: ele sai do foco e se reinstala no cômodo ao lado, no sofá da sala, no quarto da criança. Dormir em outro lugar é a pior das ideias, porque ele segue a pessoa. O que era uma cama vira a casa inteira, e o serviço fica mais caro, mais longo e mais difícil.

O que cabe a você fazer enquanto a empresa não chega é curto e não envolve produto nenhum: recolher a roupa de cama dentro de um saco fechado sem sacudir no quarto, lavar em água quente e secar em secadora quente, afastar a cama da parede, tirar o que está guardado embaixo dela, vedar fresta visível, continuar dormindo no mesmo lugar e chamar uma empresa licenciada. Este site não orienta água fervente, álcool, vapor caseiro nem aplicação de qualquer produto, e você deve desconfiar de quem orienta.

Como distinguir percevejo de carrapato, barata jovem e ácaro

A dúvida mais comum aparece com o carrapato, porque um percevejo cheio de sangue fica inchado e arredondado e lembra um carrapato ingurgitado. A diferença prática é comportamental: o carrapato fica preso na pele por horas ou dias, com a cabeça enfiada, e o percevejo nunca faz isso. Ele se alimenta em minutos e volta para a fresta. Se o bicho estava grudado no corpo e não saía, não é percevejo.

A segunda confusão é com filhote de barata, principalmente da barata francesinha, que é pequena, escura e aparece à noite. Olhe duas coisas: a francesinha corre muito rápido e tem duas listras escuras paralelas atrás da cabeça; o percevejo anda devagar, não tem listra e tem o corpo claramente prensado, em forma de semente. Além disso, a barata está na cozinha, perto de comida e água, e o percevejo está a dois metros de onde alguém dorme. Se as duas listras estão lá, o assunto é outro.

A terceira é com ácaro, e essa se resolve sozinha: ácaro não se enxerga a olho nu e não deixa ponto escuro no costurado do colchão nem casca de muda visível. Se há coceira sem nenhum vestígio físico na cama, a pista do percevejo está faltando, e vale conversar com um serviço de saúde antes de tratar a casa. E se as picadas estão do joelho para baixo e há cão ou gato em casa, olhe primeiro pulga. Antes de fechar serviço, veja o que perguntar em como escolher uma dedetizadora e como funciona a dedetização neste caso. Em prédio, trate como controle de pragas em condomínio: aqui, tratar um apartamento sozinho costuma empurrar o problema para o vizinho.

Onde encontrar empresas

2.993 empresas da base declaram dedetização no próprio nome registrado, em 236 cidades. Quem não diz nada no nome pode atender do mesmo jeito: a atividade registrada é controle de pragas urbanas, que cobre esta praga. Use como pista, não como lista fechada.

Com dedetização declarado no nome:

As cidades com mais empresas na base:

Todas as 1.768 cidadesProcurar por estado

Pragas parecidas e da mesma família

Os 25 guias de praga

Perguntas frequentes

Percevejo de cama aparece porque a casa está suja?

Não. Ele se alimenta de sangue, não de restos, e localiza a pessoa pelo calor do corpo e pelo gás carbônico da respiração. Por isso aparece em casa impecável, em hotel caro, em hospital e em ônibus de viagem. A entrada quase sempre é mala, mochila ou móvel usado. Acreditar no contrário atrasa o pedido de ajuda, e o atraso é o que faz o problema se espalhar.

Como saber se é percevejo sem nunca ter visto o bicho?

Procure quatro sinais. Picadas em fileira ou em grupo nas partes expostas durante o sono. Pontinhos escuros agrupados no costurado do colchão, na etiqueta e na junta do estrado, que borram em marrom-avermelhado no pano branco úmido. Cascas secas e translúcidas com o formato do bicho. E manchinhas cor de ferrugem no lençol pela manhã. Dois desses já bastam para chamar empresa.

Posso dormir em outro quarto enquanto resolvo?

É a pior escolha possível, por mais que pareça lógica. Ele segue a fonte de calor: ao mudar de cômodo, a pessoa leva o problema junto e abre um segundo foco, transformando um quarto infestado em dois. Continue dormindo no mesmo lugar, avise a empresa que o quarto está em uso e siga as orientações que ela der para a preparação do ambiente.

Preciso jogar o colchão fora?

Nem sempre, e essa decisão é da empresa depois da inspeção, não da internet. Muitos casos são tratados com o colchão no lugar, às vezes com capa de zíper que fecha por completo como barreira física. Se for descartar, embale antes e avise que está infestado: colchão deixado na calçada sem aviso é uma das formas mais comuns de o problema mudar de casa.

Percevejo de cama transmite doença?

Ele não é considerado transmissor de doença de pessoa para pessoa. O dano vem por outros caminhos: coceira intensa, lesão que pode infectar por coçar, reação alérgica em algumas pessoas e semanas de sono ruim, que cobram preço. Qualquer lesão que não fecha, febre ou reação forte é assunto de serviço de saúde, e o quarto é assunto de empresa licenciada.

Por que eu tenho picadas e quem dorme comigo não tem?

Porque a reação à saliva dele varia muito de pessoa para pessoa. Parte da população simplesmente não desenvolve marca visível, mesmo sendo picada na mesma cama e na mesma noite. Não ter picada não prova que não há percevejo, e é por isso que os vestígios físicos na cama valem mais que a pele como critério para decidir se existe ou não infestação.

Fontes

Escrito por Equipe Dedetizadoras do Brasil. Publicado em 22/09/2026 e revisado em 22/09/2026. Achou erro ou informação desatualizada? Avise a gente.

Este guia não ensina a aplicar produto. Saneante desinfestante é de uso profissional, tem registro na Anvisa e exige responsável técnico: a aplicação errada intoxica gente e animal de casa e ainda seleciona população resistente, que volta mais difícil de tratar. O que está aqui é identificação, prevenção e o momento de chamar empresa licenciada. Em caso de contato ou ingestão, ligue para o Disque-Intoxicação 0800 722 6001, do Ministério da Saúde.