Baratas em casa: como identificar a espécie e como acabar com elas
Três baratas aparecem em casa no Brasil, e saber qual é a sua muda o que fazer. A pequena e clara com duas listras vive dentro da cozinha. A grande e avermelhada vem do ralo e voa. A preta e lenta fica em garagem, porão e área externa. O tamanho resolve a maior parte dos casos em dois segundos.
Blattodea (ordem)Outros nomes: barata de casa, baratinha, barata voadora, barata domésticaRevisado em 22/09/2026Equipe Dedetizadoras do Brasil
Como identificar
O primeiro corte é o tamanho; os outros campos confirmam. Comparar dois campos já separa esta praga das que mais se confundem com ela.
- Tamanho
- De 1 cm a 4 cm, conforme a espécie. É o primeiro corte e sozinho já separa a barata de cozinha da barata de esgoto.
- Cor
- Castanho-clara cor de mel, castanho-avermelhada ou quase preta e fosca. Barata branca não é uma espécie: é uma que acabou de trocar de pele e escurece em poucas horas.
- Marca que não falha
- Duas listras escuras paralelas no escudo atrás da cabeça indicam a francesinha. Escudo com borda clara desenhada em volta de uma mancha escura indica a de esgoto. Corpo fosco, sem desenho e com asa curta indica a barata preta.
- Onde aparece
- Dentro do armário e da cozinha, ou saindo de ralo, caixa de gordura e garagem. O caminho de entrada separa as espécies tão bem quanto o corpo.
- Horário
- Quase sempre à noite. Aparecer de dia, com luz acesa, costuma indicar que os esconderijos já estão ocupados.
- Voa?
- A grande avermelhada plana de verdade em noite quente. A pequena tem asas e praticamente não voa. A preta não voa.
Confunde-se com:
Os sinais que aparecem antes do bicho
Na maioria das casas o vestígio chega antes do bicho. Achar um destes já vale mais que ver um exemplar solto.
- Fezes pequenasPontinhos pretos do tamanho de pimenta-do-reino moída, espalhados em dobradiça de armário, canto de gaveta, atrás da geladeira e embaixo da pia. Fezes desse tamanho apontam para a barata pequena de cozinha, que mora dentro do cômodo.
- Fezes grandesGrãos escuros cilíndricos de 2 a 3 mm, com sulcos no sentido do comprimento e as pontas cortadas retas, em garagem, porão, lavanderia, caixa de inspeção e atrás do vaso sanitário. Apontam para a barata grande. Muita gente confunde com fezes de rato jovem: as de rato são lisas, sem sulco, e afinam nas pontas.
- Manchas de passagemRiscos e borrões amarronzados nas quinas e nos cantos por onde elas passam sempre, com aspecto de sujeira gordurosa que não sai com pano seco. Marcam a rota, e a rota leva ao esconderijo.
- OdorCheiro adocicado, enjoativo e meio mofado, mais forte em armário fechado e em porão. Costuma aparecer só quando a população já é grande, então sentir o cheiro é um sinal tardio.
- Muda de peleCascas translúcidas, secas e ocas, com formato de barata inteira. As jovens trocam de pele várias vezes até virar adulta e as cascas ficam acumuladas onde elas se escondem. Casca pequena no armário e casca grande na garagem contam duas histórias diferentes.
- Cápsula de ovosUma cápsula marrom, dura, com aspecto de grão de arroz estriado ou de bolsinha fechada. A espécie pequena carrega a cápsula presa ao corpo até perto da eclosão. A grande cola a cápsula em fresta, em quina de rodapé e atrás de móvel. Cápsula colada e já aberta quase sempre é da grande.
- Dano em papel e rótuloBordas roídas de forma irregular em caixa de papelão, rótulo de vidro, capa de livro e papel de parede, porque elas raspam a cola e o amido. Quando o dano está em roupa de lã guardada, em geral não é barata.
O que atrai
- Resto de comida em pia, fogão, rodapé de armário e embaixo do balcão.
- Água disponível: pia molhada à noite, vazamento sob o gabinete, pano úmido dobrado, prato de planta.
- Calor de motor: atrás da geladeira, no forno, no micro-ondas e no quadro de força.
- Papelão e sacola guardados, que servem de abrigo e de transporte de ovos.
- Lixo sem tampa, saco de lixo dentro de armário e composteira mal fechada.
- Ralo seco e caixa de gordura sem vedação, que abrem caminho direto da rede para dentro.
- Ração de animal deixada no pote durante a noite.
Onde se esconde
- Nas dobradiças e nos cantos internos dos armários de cozinha.
- Atrás e embaixo da geladeira, junto ao motor.
- Na fresta entre o balcão e a parede, e embaixo do tampo da pia.
- Em ralo, caixa de inspeção, caixa de gordura e tubulação de queda.
- Em garagem, porão, casa de bomba, depósito e vão de forro.
- Dentro de caixa de papelão, atrás de quadro e em furo de parafuso de armário planejado.
Risco à saúde
Barata não morde e não pica. O risco dela é indireto e chega por dois caminhos. O primeiro é mecânico: ela circula por ralo, lixo e rede de esgoto e depois anda pela bancada, pelo prato e pelo utensílio, carregando bactérias no corpo e nas patas. É por isso que barata na cozinha preocupa mais do que barata na garagem. O segundo é alérgico, e dentro de casa costuma ser o mais relevante: fezes secas, restos de muda de pele e corpos desidratados viram pó, se somam à poeira doméstica e são reconhecidos como alérgeno respiratório, com relação documentada com crise de asma e de rinite, principalmente em criança. Por isso limpar bem depois do controle faz parte do resultado, e não é detalhe.
Como prevenir
- Seque pia e bancada antes de dormir.Todas as espécies precisam de água com mais frequência do que de comida. Uma cozinha seca à noite reduz muito a área em que elas conseguem viver.
- Guarde alimento seco e ração em pote com tampa de rosca.Pacote dobrado e saco com prendedor continuam acessíveis para elas.
- Mantenha os ralos vedados, principalmente os pouco usados.Ralo de área de serviço e de banheiro de visita seca e vira porta aberta para a espécie grande, que vem da rede e não da sua cozinha.
- Desfaça-se do papelão assim que a compra chegar.A caixa é o transporte mais comum da espécie pequena: ela entra em casa dentro da caixa, com ovos, e não pela porta.
- Vede fresta de armário, furo de parafuso e a junta entre balcão e parede.Esconderijo é o recurso que mais limita a população. Menos fresta, menos barata.
- Conserte vazamento embaixo da pia, no registro do filtro e na lavanderia.Um gotejamento constante sustenta uma colônia sozinho, mesmo com a casa limpa.
- Tampe o lixo e tire o saco de dentro de armário fechado.Lixo em armário junta comida, calor e escuro no mesmo ponto.
Por que volta
Por três motivos, e eles se somam. O primeiro são os ovos: a cápsula protege a geração seguinte, e um tratamento que atinge as adultas pode não atingir o que ainda não nasceu, então duas ou três semanas depois nasce uma leva nova e a impressão é de que nada funcionou. O segundo é a origem: se a sua barata é a grande, que vem da rede de esgoto, tratar só dentro do apartamento não muda a fonte, e ela volta pelo mesmo ralo. O terceiro é o recurso que continuou lá, água e esconderijo, que devolve a população ao tamanho anterior em poucas semanas. Por isso o controle costuma ser feito em mais de uma etapa, com retorno programado, e a empresa avalia o caso antes de dizer quantas.
Quando chamar uma empresa
- Ver barata durante o dia, com luz acesa.
- Encontrar cápsulas de ovos, muitas cascas de muda ou fezes em mais de um cômodo.
- Sentir o cheiro adocicado em armário fechado ou em porão.
- Aparecer ao mesmo tempo em apartamentos vizinhos, o que muda o problema de escala.
- Voltar depois de duas tentativas suas de organizar, secar e vedar o ambiente.
- Haver pessoa com asma ou rinite na casa, caso em que reduzir o alérgeno entra na conta.
Quando aparece mais
A busca sobe de outubro a março, quando calor e chuva aceleram o ciclo e empurram a espécie grande para fora da rede de esgoto. A espécie pequena, que vive dentro de casa, incomoda o ano inteiro e depende menos do clima.
As três baratas que aparecem em casa, e como separar uma da outra
Comece pelo tamanho, porque ele resolve quase tudo. Se o inseto tem cerca de um centímetro e meio, é claro, cor de mel, e traz duas listras escuras paralelas logo atrás da cabeça, é a barata francesinha, também chamada de alemã ou alemãzinha. Ela mora dentro da cozinha, perto de calor, água e comida, corre encostada nas superfícies e praticamente não voa.
Se o inseto tem de 3 a 4 cm, é castanho-avermelhado, tem asas longas que passam do corpo e apareceu perto do ralo, do banheiro ou da garagem, é a barata de esgoto, também chamada de barata americana ou barata voadora. Ela não mora na sua casa: mora na rede, na caixa de gordura e na caixa de inspeção, e entra em busca de água, de comida ou porque o ambiente dela alagou.
A terceira é a barata preta, mais escura, fosca, de asa curta e andar lento. Ela prefere lugar frio e úmido: porão, casa de bomba, garagem, jardim e canaleta. É a menos comum dentro de apartamento e a que mais aparece em casa térrea com quintal.
Existe ainda uma quarta figura, que nem barata é. Se o que você viu é pequeno, prateado, sem asas, e se move em zigue-zague no piso do banheiro ou entre papéis, é uma traça. E se o que aparece é um bicho comprido, achatado, com muitas pernas, saindo do mesmo ralo, é uma lacraia, que costuma acompanhar ambiente úmido.
O que os vestígios dizem quando você não viu o bicho
Na maior parte das vezes a pessoa procura antes de ver a barata inteira, e o vestígio já responde. O mais confiável é a fezes, porque o tamanho dela acompanha o tamanho do inseto. Pontinho preto fino, do tamanho de pimenta moída, espalhado em dobradiça de armário e em canto de gaveta, é da espécie pequena que mora ali dentro. Grão cilíndrico de 2 a 3 mm, com sulcos no comprimento e ponta reta, em garagem, porão ou atrás do vaso, é da espécie grande.
O segundo vestígio útil é a casca de muda. Ela é translúcida, oca e tem o formato do animal inteiro, então serve de régua: casca pequena dentro do armário indica colônia instalada na cozinha, casca grande na área externa indica trânsito vindo de fora. O terceiro é a cápsula de ovos, e aqui o detalhe importa: cápsula colada em fresta, em quina de rodapé ou atrás de móvel é típica da espécie grande, que a fixa e vai embora.
Marcas gordurosas nas quinas mostram a rota de passagem e levam ao esconderijo. O cheiro adocicado em armário fechado, por outro lado, é um sinal tardio: quando ele aparece, a população em geral já está grande. Anote onde cada coisa foi encontrada antes da visita, porque isso encurta a inspeção e melhora o serviço.
O que esperar de um serviço bem feito
Uma empresa licenciada inspeciona o imóvel antes de propor qualquer coisa, identifica os focos e o caminho de entrada, explica o que vai ser usado e entrega o registro do serviço executado. A abordagem muda conforme a espécie: colônia instalada na cozinha é um trabalho, trânsito vindo da rede de esgoto é outro, e quem não faz essa distinção na visita costuma errar as duas.
Desconfie de quem promete resultado imediato e permanente numa visita só. Desconfie também de quem fala em solução definitiva antes de olhar o imóvel. O resultado varia conforme a infestação, conforme a construção e conforme o que continua disponível para o inseto depois. Retorno programado é comum e não é sinal de serviço malfeito: em geral é o contrário.
Veja o que perguntar antes de fechar em como escolher uma dedetizadora, como conferir o registro da empresa em como verificar a licença sanitária, e o que fazer no dia em o que fazer antes e depois da dedetização. Quem mora em prédio deve ler também sobre controle de pragas em condomínio, porque tratar uma unidade só costuma empurrar o problema para o vizinho.
Onde encontrar empresas
17 empresas da base declaram controle de baratas no próprio nome registrado, em 0 cidades. Quem não diz nada no nome pode atender do mesmo jeito: a atividade registrada é controle de pragas urbanas, que cobre esta praga. Use como pista, não como lista fechada.
As cidades com mais empresas na base:
Todas as 1.768 cidadesProcurar por estado
Pragas parecidas e da mesma família
Perguntas frequentes
Como saber qual espécie de barata eu tenho?
Use o tamanho primeiro. Perto de 1,5 cm, clara e com duas listras atrás da cabeça é a francesinha, que mora na cozinha. De 3 a 4 cm, avermelhada e com asas longas é a de esgoto, que vem do ralo. Escura, fosca, lenta e de asa curta é a barata preta, mais comum em porão, garagem e quintal.
Barata branca é uma espécie diferente?
Não. Barata branca é uma barata comum que acabou de trocar de pele: o novo revestimento ainda está mole e sem pigmento, e ela escurece em poucas horas. Ver uma clara assim indica que existe ninho por perto, porque logo depois da muda o inseto fica vulnerável e não costuma andar longe do esconderijo.
Barata voa mesmo ou só plana?
Depende da espécie. A grande avermelhada consegue voo curto e planado, principalmente em noite quente e abafada, e é dela que vem a fama de barata voadora. A pequena de cozinha tem asas, mas na prática corre em vez de voar. A preta tem asa curta e não voa.
Barata transmite doença?
Ela não morde nem pica. O risco é indireto: pode carregar bactérias no corpo depois de circular por lixo, ralo e esgoto, e os restos secos dela viram pó e são alérgeno respiratório, com relação documentada com asma e rinite. Por isso a limpeza depois do controle pesa tanto quanto o controle em si.
Por que aparece barata mesmo com a casa limpa?
Limpeza reduz comida, mas não fecha caminho de entrada nem tira esconderijo. A espécie grande vem da rede de esgoto e entra por ralo e tubulação, sem depender da sua cozinha. A pequena costuma chegar dentro de caixa de papelão, sacola ou eletrodoméstico usado. Em prédio, as duas circulam entre unidades por fresta e prumada.
Dá para resolver sozinho?
Dá para reduzir bastante tirando água, comida e esconderijo, e em problema recente isso às vezes basta. Quando já existem cápsulas de ovos, cheiro em armário fechado, barata circulando de dia ou entrada pela rede de esgoto, a empresa avalia e costuma trabalhar em etapas. Este site não orienta manuseio de produto.
Fontes
- Anvisa. RDC 52/2009, que dispõe sobre o funcionamento de empresas de controle de vetores e pragas urbanas.
- Anvisa. Consulta de produtos saneantes registrados.
Escrito por Equipe Dedetizadoras do Brasil. Publicado em 22/09/2026 e revisado em 22/09/2026. Achou erro ou informação desatualizada? Avise a gente.
Este guia não ensina a aplicar produto. Saneante desinfestante é de uso profissional, tem registro na Anvisa e exige responsável técnico: a aplicação errada intoxica gente e animal de casa e ainda seleciona população resistente, que volta mais difícil de tratar. O que está aqui é identificação, prevenção e o momento de chamar empresa licenciada. Em caso de contato ou ingestão, ligue para o Disque-Intoxicação 0800 722 6001, do Ministério da Saúde.