Carrapato: como identificar, remover da pele e o que fazer depois
Carrapato preso à pele se tira puxando devagar e reto, junto à pele, sem torcer e sem esmagar. Álcool, fogo, esmalte e óleo não servem e pioram, porque fazem o bicho devolver conteúdo para dentro da picada.
Rhipicephalus sanguineusOutros nomes: carrapato estrela, carrapato de cachorro, carrapato do canil, micuim, rodoleiroRevisado em 22/09/2026Equipe Dedetizadoras do Brasil
Como identificar
O primeiro corte é o tamanho; os outros campos confirmam. Comparar dois campos já separa esta praga das que mais se confundem com ela.
- O que ele é
- Não é inseto. É aracnídeo, parente de aranha e de ácaro: o adulto tem oito patas, não tem asa, não tem antena e não salta. A ninfa tem oito patas e a larva, bem menor, tem seis.
- Tamanho
- De 2 a 5 mm em jejum, achatado como uma semente de melancia pequena. Depois de se alimentar por dias, incha e pode passar de 1 cm, ficando arredondado e acinzentado, com aparência de uma verruga ou de um grão de uva.
- Carrapato do canil
- Castanho-avermelhado uniforme, sem desenho no dorso. É o mais comum em cão de área urbana e o que infesta casa, canil e muro. Pica pessoa com menos frequência, mas pica.
- Carrapato estrela
- Maior, mais escuro, com manchas claras esbranquiçadas ou douradas no dorso que formam um desenho, e é daí que vem o nome. Aparece em pasto, beira de rio, trilha e área com capivara e cavalo. É o que transmite febre maculosa.
- Micuim
- Nome popular das larvas, do tamanho de um ponto de caneta, avermelhadas, que sobem às dezenas pela perna de quem passa no mato. É a mesma coisa em estágio jovem, não é outro bicho.
- Comportamento
- Não voa, não salta e não persegue. Ele sobe na vegetação, estica as patas da frente e espera passar um animal ou uma pessoa para se agarrar.
Confunde-se com:
Os sinais que aparecem antes do bicho
Na maioria das casas o vestígio chega antes do bicho. Achar um destes já vale mais que ver um exemplar solto.
- Ovos na paredeA pista mais característica de infestação de imóvel, e a que quase ninguém reconhece. A fêmea cheia sobe pela parede e deposita uma massa de ovos marrom-escura, brilhante, com aspecto de caviar pequeno ou de um monte de grãos de café em miniatura, em fresta alta: trinca de muro, junta de tijolo, atrás do quadro, no encontro do telhado com a parede, no vão do batente. Encontrar isso significa que a casa virou criadouro, não que passou um carrapato por ali.
- Cascas de mudaCascas secas, ocas e translúcidas, com o formato do bicho, acumuladas nos mesmos cantos altos e nas frestas. Ele troca de pele entre um estágio e outro, e o acúmulo dessas cascas indica ciclo completo acontecendo dentro do imóvel.
- Pontinhos pretos escalandoPontos escuros subindo em linha pela parede, pelo rodapé, pelo batente e pelo pé da cortina, quase sempre de baixo para cima e sempre na direção do ponto mais alto e mais fechado do cômodo. Esse trajeto vertical é a assinatura do carrapato e não combina com pulga, que salta, nem com percevejo, que anda na horizontal perto da cama.
- Marca no animalCaroços firmes presos na pele do cão, principalmente na orelha, entre os dedos, na virilha, no pescoço e sob a coleira, que são pontos de pele fina e difíceis de alcançar com a boca. Depois da queda, fica um pontinho vermelho endurecido que demora dias a sumir.
- Comportamento do animalCão que coça a orelha, sacode a cabeça, fica apático, perde apetite ou tem gengiva pálida. Doença transmitida por carrapato em cão é quadro sério e de veterinário, e este site não orienta nada sobre o tratamento dele.
- Na roupa depois do matoPontinhos avermelhados que se movem pela calça e pela meia depois de uma trilha, pasto ou beira de rio, em geral concentrados da canela para cima. Roupa clara mostra isso muito melhor do que roupa escura, e conferir a roupa antes de entrar em casa é o que impede o carrapato de chegar ao quarto.
O que atrai
- Cão que circula em área de mato, pasto, trilha, beira de rio ou terreno baldio.
- Capim alto, folhagem encostada no muro e vegetação na beira do caminho.
- Casinha de cachorro, canil, garagem e área de serviço com fresta e trinca.
- Muro velho de tijolo aparente e parede com reboco quebrado, que dão o esconderijo alto de que a fêmea precisa.
- Proximidade de área com capivara e com cavalo, no caso do carrapato estrela.
- Cobertura vegetal densa e sombreada junto do portão e do canteiro.
Onde se esconde
- Em fresta alta de parede e de muro, principalmente trinca e junta de tijolo.
- No encontro do telhado com a parede, no forro e atrás de quadro e de espelho.
- No vão do batente, atrás do rodapé e na fenda da casinha do cachorro.
- Na costura da coleira, no tapete da porta e no cobertor do animal.
- Na ponta do capim e da folha, esperando alguém passar.
- Na garagem, na oficina e no depósito, que costumam ter mais fresta que o resto da casa.
Risco à saúde
O incômodo da picada é pequeno perto do que importa aqui: o carrapato é vetor. No Brasil a doença mais relevante transmitida por ele é a febre maculosa, cujo transmissor conhecido é o carrapato estrela, encontrado em área com capivara, cavalo e capim alto. O quadro começa de forma inespecífica, com febre alta que aparece de repente, dor de cabeça forte, dor no corpo e mal-estar, e as manchas na pele, quando aparecem, vêm depois e nem sempre estão presentes. Como esses sinais se parecem com muita outra coisa, a informação que muda a conduta do serviço de saúde é você contar que houve picada de carrapato ou que esteve em área de mato nos últimos dias. É por isso que esta página insiste em anotar a data. Carrapato também transmite doenças graves em cão, que são assunto do veterinário. Nada disso pede pânico e nada disso se resolve na internet: pede atenção, data anotada e procura de atendimento quando a febre aparece.
Picada ou mordida: os sinais e o que fazer
Os sinais
- O próprio bicho preso à pele, parado, com a cabeça enfiada e o corpo para fora, que muita gente confunde com verruga, pinta em relevo ou grão de sujeira que não sai.
- Um ponto vermelho com um caroço firme no centro, que pode coçar pouco ou não coçar nada. A picada do carrapato costuma não doer, e é por isso que ele fica horas ou dias sem ser notado.
- Depois que ele se solta ou é removido, uma marca endurecida e avermelhada que pode levar dias ou semanas para sumir, sem que isso signifique infecção.
- Vários pontinhos vermelhos com coceira forte, agrupados da canela para cima, quando quem picou foi a larva (micuim) depois de uma passagem pelo mato.
- Sinais que aparecem dias depois e que mudam tudo: febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dor muscular, dor atrás dos olhos, mal-estar forte, vômito, ou manchas avermelhadas na pele, que costumam começar em punho e tornozelo.
O que fazer
- Tire o carrapato o quanto antes, sem pressa e sem improviso. Quanto menos tempo ele passa preso, melhor.
- Use uma pinça de ponta fina e segure o bicho o mais junto possível da pele, pegando a cabeça e não a barriga inchada.
- Puxe devagar e reto, para fora, com força firme e constante. Não torça, não gire, não balance e não esmague o corpo dele.
- Não use álcool, fogo, fósforo aceso, cigarro, esmalte, óleo, vaselina, querosene nem sabão sobre o carrapato preso. Essas são as receitas que mais circulam e são justamente as que pioram: elas irritam o bicho e fazem ele devolver conteúdo para dentro da picada, que é exatamente o caminho pelo qual a doença passa.
- Se ficar um pedacinho da cabeça na pele, não escave o local com agulha nem com faca. Lave, deixe em paz e mostre a um serviço de saúde.
- Lave o local e as mãos com água e sabão depois de retirar.
- Guarde o carrapato num pote fechado ou anote onde e quando foi. A espécie e a data ajudam quem for atender, e a data é a informação mais importante de todas.
- Depois de qualquer passagem por mato, pasto ou beira de rio, confira o corpo inteiro, inclusive couro cabeludo, orelha, atrás do joelho, virilha, umbigo e axila, e confira também as crianças e o cachorro.
Quando procurar atendimento. Procure um serviço de saúde imediatamente se aparecer febre, dor de cabeça forte, dor no corpo, mal-estar intenso, vômito ou mancha na pele em qualquer momento das semanas seguintes a uma picada de carrapato ou a uma ida a área de mato, pasto ou beira de rio, e diga desde o primeiro minuto do atendimento que houve picada de carrapato ou exposição, informando a data. Essa frase muda a conduta de quem atende, porque os primeiros sintomas da febre maculosa se parecem com os de muitas outras doenças e o histórico de exposição é o que levanta a suspeita a tempo. Procure atendimento também se o local da picada ficar quente, dolorido, com vermelhidão que aumenta ou com secreção, se sobrar parte do bicho presa na pele, ou se a pessoa picada for criança pequena, idoso, gestante ou alguém com imunidade comprometida. Quem avalia e decide a conduta é o profissional de saúde: este site não indica medicamento, dose nem tratamento de nenhum tipo.
Como prevenir
- Mantenha a grama baixa e afaste a folhagem do muro, do portão e do caminho de entrada.O carrapato sobe na ponta do capim e da folha para esperar alguém passar. Sem ponta alta, ele perde o posto de espera e a área de contato cai muito.
- Feche trinca de muro, junta de tijolo aberta e reboco quebrado, principalmente na parte alta.A fêmea cheia sobe e põe os ovos em fresta alta. Vedar essas frestas tira o berçário e é a parte da prevenção que mais muda o resultado num imóvel já infestado.
- Confira o cão sempre que ele voltar da rua, olhando orelha, entre os dedos, pescoço, virilha e sob a coleira.São pontos de pele fina que ele não alcança com a boca, e é onde o carrapato se prende primeiro. Achar cedo evita que uma fêmea cheia caia dentro de casa e comece uma geração nova.
- Ao entrar em mato, pasto ou trilha, use calça clara com a barra por dentro da meia e da bota.Ele sobe pela perna. Roupa clara deixa o pontinho escuro visível e a barra por dentro da meia obriga o bicho a caminhar por fora do tecido, onde você o vê.
- Troque e lave a roupa antes de entrar em casa depois de área de mato, e passe o corpo em revista.A maioria dos carrapatos que chegam ao quarto chega dentro da roupa, não na pele. Parar isso na área de serviço evita que ele se prenda horas depois, de madrugada.
- Leve o cão ao veterinário para acompanhamento regular, inclusive fora do período de pico.O cão é a fonte que reabastece o imóvel. Quem decide o que ele vai usar, com que frequência e em que idade é o veterinário: este site não indica produto, princípio ativo nem dose para animal.
- Lave e seque a cama, o cobertor e a coleira de pano do animal em água quente.A costura de coleira e de cobertor guarda ovo e ninfa, e é o ponto que sobra quando só a casa é tratada. Isso é lavanderia, não produto.
Por que volta
Por duas razões que quase sempre andam juntas. A primeira é que a casa costuma ser criadouro, e não só lugar de passagem: uma única fêmea cheia que caiu do cão e subiu pela parede deixa uma massa de ovos numa fresta alta, e essa massa não está no chão, onde as pessoas procuram, nem no animal, onde o veterinário age. Quando o tratamento não alcança as frestas altas do muro, do forro e do batente, o imóvel volta a ter carrapato semanas depois mesmo com o cão em ordem. A segunda razão é reinfestação de fora: o cão continua saindo, o terreno do lado continua com capim alto, o muro continua com trinca, e a cada volta da rua ele traz novos. Some a isso o fato de que o carrapato consegue passar muito tempo sem se alimentar, esperando hospedeiro em fresta e em vegetação, e fica claro por que uma visita só raramente encerra o assunto. Por isso o controle de carrapato em imóvel costuma ser feito em mais de uma etapa e tratar o terreno junto com a construção, e a empresa avalia o intervalo caso a caso. Desconfie de quem garante que ele nunca mais volta sem falar do capim, da trinca e do cão.
Quando chamar uma empresa
- Encontrar massa de ovos ou cascas de muda em fresta de parede, muro ou forro.
- Ver carrapato subindo pela parede dentro de casa, e não só no animal.
- Carrapato aparecer em cômodo onde o cão não entra, o que indica ciclo dentro do imóvel.
- Morador ser picado dentro de casa mais de uma vez.
- O cão continuar com carrapato mesmo em acompanhamento veterinário regular.
- A casa ficar junto de área com capim alto, pasto, capivara ou cavalo, caso em que o terreno precisa entrar no plano.
- Ter feito duas rodadas suas de limpeza, vedação e capina sem queda perceptível em duas ou três semanas.
Quando aparece mais
A queixa cresce no calor e depois das chuvas, quando o capim cresce e o ciclo acelera, e o pico do carrapato estrela em área rural e periurbana costuma coincidir com a fase em que as larvas (o micuim) aparecem em grande número. Feriado prolongado, acampamento e pescaria concentram a exposição, e é comum a procura por atendimento subir alguns dias depois de um fim de semana no campo.
Carrapato estrela e febre maculosa: o que muda quando é ele
O carrapato estrela é maior que o carrapato comum de cachorro e traz manchas claras, esbranquiçadas ou douradas, formando um desenho no dorso. Ele não é o bicho do quintal urbano típico: vive em área com capim alto, pasto, beira de rio e trilha, e está ligado à presença de capivara e de cavalo, que são hospedeiros importantes para ele. As larvas dele são o que as pessoas chamam de micuim, aquelas dezenas de pontinhos avermelhados que sobem pela perna de quem atravessa o mato.
Ele é o transmissor conhecido da febre maculosa no Brasil. O que isso muda na prática não é o susto, é a conduta. A doença começa com sinais que se parecem com os de qualquer virose: febre alta que aparece de repente, dor de cabeça forte, dor no corpo, mal-estar. As manchas na pele vêm depois, quando vêm, e podem não aparecer. Ou seja, no primeiro atendimento não há nada no quadro que grite o diagnóstico. A informação que grita é a sua: dizer que houve picada de carrapato, ou que você esteve em área de mato, pasto ou beira de rio, e em que data.
Por isso a orientação desta página é simples e vale a pena decorar. Depois de uma picada ou de uma ida ao mato, anote a data. Se aparecer febre nas semanas seguintes, procure atendimento e diga essa frase no começo da consulta, antes de qualquer outra coisa. Quem decide exame, conduta e tratamento é o serviço de saúde, e este site não indica nada disso. O que ele pode fazer é garantir que você chegue lá com a informação certa na mão.
Como tirar um carrapato preso na pele, e por que as receitas populares pioram
A conduta correta é mecânica e é curta. Pegue uma pinça de ponta fina, segure o carrapato o mais junto possível da pele, pela cabeça, e não pelo corpo inchado. Puxe devagar e reto, para fora, com força firme e constante, sem torcer, sem girar, sem balançar e sem esmagar. Depois lave o local e as mãos com água e sabão, e guarde o bicho num pote fechado ou anote a data. Se sobrar um pedacinho da cabeça na pele, não escave com agulha: lave, deixe em paz e mostre ao serviço de saúde.
As receitas que circulam fazem o contrário do que prometem. Álcool, fogo, fósforo aceso, ponta de cigarro, esmalte, óleo e vaselina não fazem o carrapato "sair sozinho": elas o irritam e o sufocam devagar, e um carrapato irritado devolve conteúdo para dentro da picada. Esse refluxo é justamente o caminho pelo qual o agente da doença passa do bicho para a pessoa, o que significa que essas receitas aumentam o risco em vez de reduzir. Torcer e esmagar têm o mesmo efeito por outro caminho: rompem o corpo dele em cima da ferida aberta.
Tempo importa mais do que técnica sofisticada. Um carrapato retirado cedo, ainda achatado, oferece risco menor do que um que já passou dias inchando. Por isso a revisão do corpo depois do mato, incluindo couro cabeludo, orelha, virilha, umbigo, axila e a parte de trás do joelho, vale mais que qualquer truque: ela encontra o bicho antes que ele se instale.
Como distinguir carrapato de pulga, ácaro e percevejo
A diferença mais útil é comportamental, e você não precisa de lupa para ver. O carrapato fica preso. Ele crava a cabeça na pele e permanece ali horas ou dias, inchando devagar. Nenhum dos outros faz isso: todos picam e saem. Se o que você está olhando está grudado e não se solta quando você encosta, é carrapato.
A pulga salta, é achatada dos lados, tem seis patas e pica principalmente do joelho para baixo, deixando pontinhos pretos no pelo do animal que desmancham em halo avermelhado no papel úmido. O carrapato não salta e não corre: ele sobe. O percevejo de cama anda perto da cama, na horizontal, é achatado de cima para baixo e deixa ponto escuro no costurado do colchão, nunca massa de ovos em fresta alta de muro. E o ácaro é invisível a olho nu, o que resolve a dúvida sozinho: se você está vendo o bicho, não é ele.
Um detalhe confunde bastante: carrapato cheio de sangue perde a forma de semente e fica arredondado e acinzentado, com cara de verruga ou de grãozinho de uva, e muita gente tenta arrancar aquilo achando que é pele. Olhe de lado e procure as patas junto à base. Se há patas, é bicho, e a conduta é a descrita na seção anterior.
Onde encontrar empresas
2.993 empresas da base declaram dedetização no próprio nome registrado, em 236 cidades. Quem não diz nada no nome pode atender do mesmo jeito: a atividade registrada é controle de pragas urbanas, que cobre esta praga. Use como pista, não como lista fechada.
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Perguntas frequentes
Todo carrapato transmite febre maculosa?
Não. No Brasil, o transmissor conhecido da febre maculosa é o carrapato estrela, que tem manchas claras no dorso e vive em área com capim alto, pasto e beira de rio, ligado à presença de capivara e de cavalo. O carrapato comum de cachorro é outra espécie. Ainda assim, qualquer picada seguida de febre nas semanas seguintes merece atendimento, com a exposição informada.
Posso passar álcool ou encostar um fósforo para o carrapato soltar?
Não faça isso. Álcool, fogo, cigarro, esmalte, óleo e vaselina não fazem o carrapato sair sozinho: irritam o bicho e o levam a devolver conteúdo para dentro da picada, que é o caminho pelo qual a doença passa. A conduta correta é mecânica: pinça de ponta fina junto à pele, puxando devagar e reto, sem torcer e sem esmagar, e depois lavar com água e sabão.
Ficou a cabeça do carrapato presa na pele. É grave?
Não costuma ser, e escavar o local com agulha ou faca é pior que deixar. O pedaço que sobrou tende a ser expulso pela própria pele com o tempo. Lave o local com água e sabão e mostre a um serviço de saúde, principalmente se houver dor, calor, vermelhidão que aumenta ou secreção. Quem avalia e decide a conduta é o profissional de saúde.
Por que tem carrapato subindo pela parede da minha casa?
Porque a fêmea cheia sobe para pôr ovos em fresta alta, e isso indica que o imóvel virou criadouro, não que passou um carrapato. Ela deixa uma massa marrom-escura e brilhante, com aspecto de grãos miúdos, em trinca de muro, junta de tijolo, forro e batente. É um dos sinais mais claros de que o caso passou do ponto de resolver só com limpeza e acompanhamento do cão.
Tratei o cachorro. Por que continua tendo carrapato em casa?
Porque boa parte da população não está no cão, e sim nas frestas do imóvel, em forma de ovo e de estágios jovens que aguardam hospedeiro. O carrapato consegue passar bastante tempo em jejum esperando, então o problema reaparece semanas depois. O cão é do veterinário e as frestas, o terreno e o capim são da empresa licenciada e da sua manutenção. As duas frentes precisam andar juntas.
Micuim é carrapato ou é outro bicho?
É o mesmo bicho em estágio jovem. Micuim é o nome popular das larvas, avermelhadas e do tamanho de um ponto de caneta, que sobem às dezenas pela perna de quem passa no capim. Elas causam pontinhos vermelhos com coceira forte, em geral da canela para cima, e valem a mesma conduta: conferir o corpo, trocar e lavar a roupa, e observar febre nas semanas seguintes.
Fontes
- Anvisa. RDC 52/2009, que dispõe sobre o funcionamento de empresas de controle de vetores e pragas urbanas.
- Anvisa. Consulta de produtos saneantes registrados.
Escrito por Equipe Dedetizadoras do Brasil. Publicado em 22/09/2026 e revisado em 22/09/2026. Achou erro ou informação desatualizada? Avise a gente.
Este guia não ensina a aplicar produto. Saneante desinfestante é de uso profissional, tem registro na Anvisa e exige responsável técnico: a aplicação errada intoxica gente e animal de casa e ainda seleciona população resistente, que volta mais difícil de tratar. O que está aqui é identificação, prevenção e o momento de chamar empresa licenciada. Em caso de contato ou ingestão, ligue para o Disque-Intoxicação 0800 722 6001, do Ministério da Saúde.