Pernilongo: como identificar, onde ele se cria e como acabar com ele
O pernilongo é o mosquito que zumbe no ouvido à noite. Ele se cria em água suja e parada, com matéria orgânica, em fossa, caixa de gordura, ralo e esgoto a céu aberto. É outro bicho, com outro criadouro e outro horário, e confundi-lo com o mosquito da dengue faz a pessoa procurar no lugar errado.
Culex quinquefasciatusOutros nomes: muriçoca, carapanã, mosquito comum, sovela, mosquito-domésticoRevisado em 22/09/2026Equipe Dedetizadoras do Brasil
Como identificar
O primeiro corte é o tamanho; os outros campos confirmam. Comparar dois campos já separa esta praga das que mais se confundem com ela.
- Tamanho
- De 4 a 7 mm, com pernas compridas e finas, que é de onde vem o nome. Parece maior e mais esguio que o mosquito da dengue.
- Cor
- Castanho ou marrom-claro, uniforme, meio sem graça. Não tem o desenho branco marcado no dorso nem escamas claras visíveis a olho nu.
- Marca que não falha
- Pernas de cor uniforme, sem anéis brancos. Se houver listra branca nítida nas patas, não é pernilongo.
- Som
- Zumbido agudo, fino e insistente, que aparece perto do ouvido no escuro. É a assinatura mais reconhecível da espécie e o motivo de quase toda queixa sobre ela.
- Horário
- Crepúsculo e noite, com pico depois que a luz apaga. De dia, fica parado e imóvel em lugar escuro, e a pessoa nem percebe que ele está no cômodo.
- Posição em repouso
- Pousa com o corpo quase paralelo à superfície, na parede, no teto, atrás do quadro, atrás da porta e na cortina, muitas vezes na parte alta do cômodo.
- Onde aparece
- Quarto e sala à noite, e em maior número em imóvel próximo a córrego, valeta, galeria, estação de esgoto, fossa e caixa de gordura.
Confunde-se com:
Os sinais que aparecem antes do bicho
Na maioria das casas o vestígio chega antes do bicho. Achar um destes já vale mais que ver um exemplar solto.
- Zumbido noturnoO vestígio número um, e o único que a pessoa tem antes de ver qualquer coisa. Zumbido fino e agudo que aparece perto da orelha logo depois que a luz apaga, some quando você se mexe e volta minutos depois. Esse padrão, sozinho, já orienta a procura: quem tem zumbido à noite está quase sempre diante desta espécie, e não do mosquito da dengue, que é silencioso e ataca de dia.
- Balsa de ovos boiandoO sinal mais característico do criadouro e o menos conhecido. A fêmea cola de uma vez algumas centenas de ovos num bloco que flutua na superfície da água, parecido com uma jangada escura de 3 a 5 mm, com aspecto de cisco alongado ou de flocos de borra grudados. Se você vir esses blocos boiando na caixa de gordura, no tanque, no fundo do ralo ou na água acumulada, achou o foco. O mosquito da dengue não faz isso: os ovos dele ficam colados na parede do recipiente, um por um.
- Larva na água sujaFiozinhos escuros de 3 a 10 mm, pendurados na superfície da água em ângulo inclinado, respirando por um tubo na ponta do corpo, e que mergulham em movimento nervoso quando a luz bate. A diferença está no lugar: aqui a água é escura, com cheiro, com espuma ou com película gordurosa, o que é exatamente o contrário do criadouro do Aedes.
- Película e espuma na água paradaCamada oleosa, esbranquiçada ou acinzentada na superfície da água da caixa de gordura, do tanque, do bueiro e do ralo, às vezes com bolhinhas que não estouram. Essa película é matéria orgânica, e é ela que sustenta a forma jovem do pernilongo, que se alimenta do que está suspenso na água.
- Nuvem no fim da tardeAglomerado de mosquitos voando em coluna, a cerca de dois metros do chão, perto de córrego, valeta, área de esgoto e mato úmido, sempre nos mesmos minutos do entardecer. Esse comportamento indica criadouro de grande volume por perto, quase sempre coletivo e fora do seu imóvel.
- Picada e coceira noturnasVergões avermelhados que aparecem de manhã em rosto, braço, ombro e tornozelo, nas partes que ficaram descobertas durante o sono, em geral poucas e espalhadas. É diferente do padrão do percevejo de cama, que costuma deixar picadas em grupo ou em linha nas áreas cobertas pelo lençol e junto à costura do colchão.
- Mosquito parado no alto da parede de diaDurante o dia ele fica imóvel em superfície vertical escura, no alto da parede, no vão da cortina, atrás do armário e atrás do quadro. Procurar com lanterna nesses pontos, de dia, confirma a presença sem depender de esperar a noite.
- Massa gelatinosa no raloVestígio de outro bicho que quase todo mundo chama de pernilongo pequeno: a mosquinha de banheiro. Passe o dedo ou uma escova na parede interna do ralo, logo abaixo da grelha, e veja se sai uma camada escorregadia, escura, tipo lodo. É nesse material gorduroso que a forma jovem dela vive, e não na água. Quem encontra isso não tem problema de mosquito, tem problema de ralo.
O que atrai
- Água parada com matéria orgânica: caixa de gordura, fossa, tanque sujo, balde com resto de lavagem e água de máquina de lavar.
- Ralo mal vedado e caixa de inspeção aberta, que dão acesso direto ao esgoto.
- Esgoto a céu aberto, valeta, córrego canalizado e galeria de água pluvial que recebe esgoto irregular.
- Vaso sanitário de banheiro pouco usado, com a água parada por semanas.
- Luz acesa em varanda e janela sem tela, que orienta o voo em direção ao cômodo.
- Calor, umidade e ausência de vento, que aumentam a atividade no começo da noite.
Onde se esconde
- Na parte alta da parede, no teto e no canto do cômodo, imóvel durante o dia.
- Atrás de quadro, de cortina, de armário e de porta aberta.
- Em cômodo escuro e fechado: despensa, closet, banheiro sem janela e vão da escada.
- Na garagem coberta, no corredor lateral da casa e embaixo do beiral.
- Em vegetação densa e úmida perto da casa, principalmente em folhagem baixa e sombreada.
- Em caixa de inspeção, poço de elevador e subsolo de prédio, onde o ar é parado e úmido.
Risco à saúde
Na maior parte do Brasil, o problema do pernilongo é o incômodo, e isso não é pouco: noite mal dormida, criança que acorda várias vezes e coceira que atrapalha a rotina são motivos legítimos para tratar o assunto a sério. A reação de pele varia muito de pessoa para pessoa, e a complicação mais comum não vem do mosquito, e sim da unha: coçar abre a pele e permite que bactérias que já estão ali causem infecção no local. Em criança pequena, é o desfecho mais frequente. Sobre transmissão de doença, vale ser preciso e não assustar ninguém: este mosquito não é o vetor da dengue, da zika nem da chikungunya, que são transmitidas pelo mosquito da dengue. O pernilongo tem importância reconhecida na transmissão da filariose linfática, que no Brasil está restrita a poucas áreas e é acompanhada pela vigilância local, então quem quer saber se isso vale para o seu bairro deve perguntar à vigilância do município, e não a uma empresa de controle de pragas. Existe ainda um risco indireto que costuma passar batido: o uso pesado e repetido de produto de venda livre dentro de quarto fechado, principalmente onde dorme criança, idoso ou pessoa com asma, incomoda mais do que ajuda. Tela na janela, mosquiteiro e ventilador resolvem a noite sem nada disso. Diante de febre, de picada que infecciona ou de reação que se espalha pelo corpo, procure um serviço de saúde.
Picada ou mordida: os sinais e o que fazer
Os sinais
- Vergão avermelhado e elevado, em geral maior que a picada do mosquito da dengue, com coceira que incomoda por algumas horas.
- Aparece à noite ou de madrugada, nas partes descobertas durante o sono: rosto, orelha, braço, ombro, mão e tornozelo.
- Picadas poucas e espalhadas, e não em grupo nem em linha.
- Muitas vezes o zumbido vem antes, e a pessoa acorda com a picada já feita.
- Em criança e em quem tem pele mais reativa, pode formar bolha pequena no centro do vergão.
O que fazer
- Lave o local com água e sabão.
- Evite coçar e mantenha a unha curta, porque quase toda complicação de picada de mosquito começa na unha.
- Não fure nem esprema a bolha, se ela aparecer.
- Não passe produto de limpeza, álcool nem pasta caseira na pele.
- Se a coceira atrapalhar o sono, principalmente em criança, quem indica o que usar na pele é o serviço de saúde ou o farmacêutico.
- Resolva a origem: enquanto o criadouro estiver ativo, a picada se repete todas as noites.
Quando procurar atendimento. Procure um serviço de saúde se a picada evoluir com vermelhidão que aumenta ao redor, calor local, dor, pus ou febre, que são sinais de infecção na pele. Procure também diante de reação que se espalha pelo corpo, inchaço no rosto, falta de ar ou mal-estar depois da picada, e diante de febre sem causa clara em quem foi muito picado. Em criança pequena, com lesão que piora em vez de melhorar, a avaliação também é do serviço de saúde.
Como prevenir
- Mantenha a caixa de gordura bem tampada e limpa com a frequência que o uso pedir.É o criadouro doméstico mais produtivo desta espécie: água parada, quente, com matéria orgânica e sem luz. Tampa mal encaixada é uma porta aberta para a fêmea entrar e para o mosquito adulto sair.
- Vede a tampa da caixa de inspeção e da fossa, e confira a folga em volta dos canos.O mosquito entra e sai por qualquer vão. Uma vedação simples transforma o maior criadouro do terreno em um lugar de onde nada consegue sair.
- Use o ralo pouco usado de vez em quando, e tampe o que estiver desativado.Sifão parado por semanas vira água estagnada com matéria orgânica. Correr água ali de tempos em tempos renova o sifão, e uma tampa de rosca resolve o ralo que ninguém usa mais.
- Escove a parede interna do ralo do banheiro e da pia com escova estreita.Aqui o alvo é a mosquinha de banheiro, que se cria no lodo gorduroso da parede do ralo e não na água. Sem remover mecanicamente essa camada, ela continua nascendo, e nenhuma ação contra mosquito surte efeito.
- Tampe o vaso sanitário do banheiro pouco usado e dê descarga toda semana.A água parada no sifão do vaso da suíte de hóspedes é um criadouro clássico em casa grande e em imóvel com cômodo fechado.
- Elimine a água servida acumulada: balde de lavagem, bacia com resto de sabão e água da máquina de lavar.Água com resíduo orgânico é o que esta espécie procura. Recipiente com água suja parada produz mosquito em uma semana.
- Coloque tela nas janelas e no vão de ventilação do banheiro.A maior parte do incômodo vem de mosquito produzido fora do seu imóvel, que você não controla. Tela é a única medida que funciona independentemente do que acontece na rua.
- Use mosquiteiro sobre o berço e sobre a cama de quem passa mal a noite.Resolve o problema real, que é a picada durante o sono, sem depender de produto nenhum dentro do quarto fechado.
- Ligue um ventilador no quarto.O voo dele é fraco e ele se orienta por um rastro de ar quente e de gás carbônico que sai do corpo. Ar em movimento atrapalha as duas coisas, e o efeito prático é grande para uma medida tão simples.
- Afaste a luz forte das portas e janelas que ficam abertas à noite.Luz na varanda e no corredor concentra insetos voadores junto da abertura, e daí para dentro é um passo. Iluminar a área de circulação em vez da porta reduz a entrada.
- Comunique ao município o esgoto a céu aberto, a valeta parada e a galeria entupida da sua rua.Quando o criadouro é coletivo, nenhuma ação dentro de casa dá conta do volume. Esse é o ponto em que o problema deixa de ser do morador e passa a ser de saneamento.
Por que volta
Porque o criadouro principal quase nunca está dentro do seu imóvel. Esta espécie se cria em volume, em água suja e parada, e os maiores focos urbanos são coletivos: galeria, valeta, córrego canalizado que recebe esgoto irregular, caixa de inspeção do quarteirão e fossa do vizinho. A fêmea voa bem mais que o mosquito da dengue, e alcança com folga o quarteirão inteiro. Resultado: você pode fechar todas as tampas do seu terreno, limpar a caixa de gordura, tirar toda água suja acumulada, e ainda assim receber mosquito produzido a duzentos metros dali, principalmente nas noites quentes e sem vento. O segundo motivo é a diferença entre matar o adulto e cortar a produção. Qualquer serviço que reduza o mosquito adulto tem efeito temporário, porque o que chega voando de fora repõe a população em pouco tempo, e o efeito residual de qualquer tratamento é limitado por natureza. O terceiro é o engano de foco: muita gente combate mosquito quando o que existe na casa é mosquinha de banheiro, que nasce do lodo gorduroso do ralo e não responde a nada do que se faz contra mosquito. Nesse caso, o problema "volta" porque nunca foi tratado. Desconfie de quem garante que o pernilongo nunca mais volta: em imóvel próximo de criadouro coletivo, o que se busca é barreira, redução do que se produz dentro do terreno e noite tranquila, e não ausência absoluta de mosquito.
Quando chamar uma empresa
- O incômodo é grande, todas as noites, mesmo depois de você ter tirado a água suja parada do imóvel.
- A caixa de gordura, a fossa ou a caixa de inspeção são de acesso difícil ou precisam de limpeza e vedação técnicas.
- É prédio ou condomínio, em que subsolo, poço de elevador, caixa de inspeção, galeria e jardim são área comum.
- Existe grande volume de mosquito entrando de fora e você precisa de avaliação sobre telas, vedação e pontos de repouso.
- A queixa é em comércio de alimento, cozinha, escola, clínica ou hotel, onde existe exigência de registro do serviço.
- Você já tentou duas vezes por conta própria e o padrão não mudou, o que em geral significa que o foco está em lugar que você não alcança.
- O criadouro está na via pública, em terreno de terceiro ou em esgoto a céu aberto, caso em que a empresa não tem acesso e quem atua é o município.
Quando aparece mais
O incômodo cresce no calor e na chuva, de outubro a março, porque o ciclo acelera e porque as noites quentes mantêm gente com janela aberta. Há também um pico curto e típico logo depois de chuva forte, quando galeria, valeta e caixa de inspeção ficam com água parada e cheia de matéria orgânica. Em imóvel próximo de córrego, a variação segue o nível da água mais do que o calendário.
Pernilongo ou mosquito da dengue: a diferença que muda a conduta
Esta é a pergunta mais útil desta página, e a resposta inverte o que se deve procurar. Comece pelo horário e pelo som, que não exigem pegar o bicho. O pernilongo ataca à noite, zumbe perto do ouvido e some quando você acende a luz. O mosquito da dengue ataca de dia, é praticamente silencioso, voa baixo e pica tornozelo e pé sem que a pessoa perceba.
Se der para ver de perto, a perna resolve: o mosquito da dengue tem anéis brancos bem marcados nas patas e escamas claras desenhando o dorso; o pernilongo é castanho uniforme, maior e de pernas compridas e lisas. E o criadouro é o oposto exato. O pernilongo se cria em água suja e parada, com matéria orgânica: fossa, caixa de gordura, tanque sujo, ralo, valeta e esgoto a céu aberto. O mosquito da dengue se cria em água limpa e parada, em recipiente pequeno: prato de vaso, calha, bandeja de geladeira, bandeja de ar-condicionado, pneu e caixa de água mal vedada.
Daí saem as duas conclusões que interessam, e as duas contrariam o senso comum. Quem passa a noite se defendendo de zumbido não está, por isso, com problema de dengue, e vai perder tempo se ficar virando garrafa no quintal quando o foco é a caixa de gordura destampada. E quem não vê mosquito nenhum à noite pode ter criadouro do Aedes ativo no prato do vaso da sala, porque aquele mosquito é silencioso e ataca quando a casa está vazia ou distraída. Muito mosquito à noite não significa risco de dengue, e casa silenciosa à noite não significa ausência de foco.
Existe ainda a confusão com quem nem mosquito é. Picadas em grupo ou em linha, sempre nas áreas cobertas pelo lençol, com manchas escuras na costura do colchão, apontam para percevejo de cama. E a mosquinha escura de asas peludas que sai do ralo do banheiro é assunto da página de mosca, e está tratada mais abaixo.
Onde ele se cria, e por que quase sempre é fora da sua casa
A fêmea deposita os ovos em bloco, colados uns aos outros, formando uma pequena balsa que boia na superfície. Esse detalhe é ótimo para quem está procurando o foco: se você abrir a caixa de gordura, o tanque, a caixa de inspeção ou um balde de água servida e enxergar blocos escuros de 3 a 5 mm boiando, parecidos com cisco alongado, achou. Logo abaixo, penduradas na superfície em ângulo, estarão as formas jovens, que se alimentam da matéria orgânica suspensa. Essa água é escura, tem cheiro e muitas vezes tem película oleosa por cima, e é justamente o tipo de água que o mosquito da dengue não usa.
Dentro do imóvel, os focos típicos são poucos e conhecidos: caixa de gordura mal tampada, fossa e caixa de inspeção sem vedação, tanque com água de lavagem parada, ralo de área externa que ninguém usa, vaso sanitário de banheiro fechado há semanas e balde de faxina esquecido. Resolver esses pontos reduz bastante, e vale fazer.
Só que, em cidade, o volume grande vem de fora. Galeria de água pluvial recebendo esgoto irregular, valeta parada, córrego canalizado e caixa de inspeção do quarteirão produzem em outra escala, e a fêmea voa o suficiente para cobrir várias quadras. É por isso que casa limpa, com tudo vedado, continua recebendo mosquito em noite quente e sem vento. Quando o foco é esse, o caminho honesto não é contratar mais uma visita, e sim combinar duas coisas: barreira física no seu imóvel, com tela e mosquiteiro, e comunicação ao município sobre o esgoto a céu aberto ou a galeria entupida da rua.
A mosquinha do banheiro, que parece pernilongo pequeno e não é
Aquela mosquinha escura de uns 2 a 4 mm, corpo curto e asas de aspecto peludo, que fica parada na parede do box e voa em saltos curtos quando você se aproxima, é chamada de mosquito de banheiro, de pernilongo pequeno e de mosquitinho do ralo, e não é nada disso. É outro grupo de inseto, mais próximo da mosca do que do pernilongo, e a diferença muda tudo na prática.
O detalhe decisivo é o criadouro. A forma jovem dela não vive na água, vive dentro da camada gelatinosa e gordurosa que se forma na parede interna do ralo, do sifão, do tubo da pia e da grelha do box. Por isso ela aparece em banheiro impecável, aparece em apartamento alto e aparece em prédio novo. E por isso ela não responde a nada do que se faz contra mosquito: jogar água, secar recipiente e vedar caixa de gordura não atinge o material onde ela nasce.
Como confirmar em um minuto: passe uma escova estreita ou o dedo protegido na parede interna do ralo, logo abaixo da grelha. Se sair uma camada escorregadia, escura, tipo lodo, é ali. A solução é mecânica, e não de produto: remover essa camada com escova, com frequência, nos primeiros dias e depois de vez em quando. Em prédio, se a mosquinha aparece em vários apartamentos ao mesmo tempo, o foco costuma estar na coluna e na caixa de gordura comum, e aí vira assunto de controle de pragas em condomínio.
Sobre o serviço contra mosquito, vale saber o que esperar. Uma empresa licenciada inspeciona antes de propor qualquer coisa, procura os focos que você não alcança, avalia vedação, ralo, caixa de gordura, subsolo e caixa de inspeção, trabalha com responsável técnico e entrega registro do serviço executado, conforme a RDC 52/2009 da Anvisa. O resultado varia conforme o imóvel e, principalmente, conforme o que existe na vizinhança, e uma empresa séria diz isso antes de fechar. Veja o que o serviço envolve em controle de mosquitos e o que perguntar antes de contratar em como escolher uma dedetizadora.
Onde encontrar empresas
1 empresa da base declara controle de mosquitos no próprio nome registrado, em 0 cidades. Quem não diz nada no nome pode atender do mesmo jeito: a atividade registrada é controle de pragas urbanas, que cobre esta praga. Use como pista, não como lista fechada.
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Perguntas frequentes
Pernilongo transmite dengue?
Não. Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, que é menor, tem anéis brancos nas pernas, é silencioso, pica de dia e se cria em água limpa. O pernilongo é castanho, zumbe, pica à noite e se cria em água suja. São espécies diferentes, com criadouros opostos e conduta de prevenção diferente.
Como saber se o mosquito da minha casa é pernilongo ou o da dengue?
Use horário e som antes de tentar ver o bicho. Zumbido no ouvido à noite indica pernilongo. Picada no tornozelo e no pé durante o dia, sem zumbido, indica mosquito da dengue. Se conseguir olhar de perto, veja as pernas: anéis brancos marcados apontam para o mosquito da dengue, e pernas castanhas uniformes, para o pernilongo.
Tenho muito pernilongo à noite. Isso quer dizer que tenho foco de dengue?
Não necessariamente, e o contrário também vale. Muito pernilongo indica água suja parada por perto, muitas vezes coletiva, como fossa, caixa de gordura, valeta ou galeria. E uma casa silenciosa à noite pode ter criadouro do mosquito da dengue no prato do vaso ou na calha, porque ele é silencioso e ataca de dia. As duas varreduras são diferentes.
O que é o mosquitinho que sai do ralo do banheiro?
Em geral é a mosquinha de banheiro, de corpo curto e asas de aspecto peludo, que não é pernilongo. A forma jovem dela vive na camada gordurosa grudada na parede interna do ralo e do sifão, e não na água. Por isso ela aparece em banheiro limpo e não responde a medida contra mosquito. O que resolve é escovar essa camada com frequência.
Por que o pernilongo volta mesmo depois do serviço?
Porque o criadouro principal costuma estar fora do imóvel. Galeria, valeta, córrego e fossa do vizinho produzem em volume, e a fêmea voa o bastante para atravessar várias quadras. Qualquer ação contra o adulto tem efeito temporário, porque o que chega voando repõe a população. Tela, mosquiteiro e ventilador são o que funciona independentemente da rua.
Dá para resolver sem usar produto dentro de casa?
Na maioria dos casos, dá para melhorar muito. Tela nas janelas, mosquiteiro no berço, ventilador ligado no quarto, luz externa afastada da porta e vedação de caixa de gordura, fossa e ralo resolvem boa parte do incômodo. Quando o volume vem de criadouro coletivo, vale somar a avaliação de uma empresa licenciada e a comunicação ao município.
Fontes
- Anvisa. RDC 52/2009, que dispõe sobre o funcionamento de empresas de controle de vetores e pragas urbanas.
- Anvisa. Consulta de produtos saneantes registrados.
Escrito por Equipe Dedetizadoras do Brasil. Publicado em 22/09/2026 e revisado em 22/09/2026. Achou erro ou informação desatualizada? Avise a gente.
Este guia não ensina a aplicar produto. Saneante desinfestante é de uso profissional, tem registro na Anvisa e exige responsável técnico: a aplicação errada intoxica gente e animal de casa e ainda seleciona população resistente, que volta mais difícil de tratar. O que está aqui é identificação, prevenção e o momento de chamar empresa licenciada. Em caso de contato ou ingestão, ligue para o Disque-Intoxicação 0800 722 6001, do Ministério da Saúde.